16 de maio de 2017

Um lugar chamado casa

A estrada no fim da curva me mostra o quanto ainda tenho que percorrer. A janela aberta, o vento brincando com as mechas do meu cabelo, a música indie tocando no som do carro me fazendo viajar. No braço a pulseira que você me deu. Lembro de todo o esforço que você fez para que eu tivesse tudo o que eu queria, lembro do gosto da sua comida e o quanto tenho saudade das risadas na mesa do jantar. 
Lembro da sua habilidade em cuidar da gente e de trabalhar fora. Sei que você se sentiu culpada por perder alguns passos nossos, mas o que eu lembro mesmo é do teu esforço e da felicidade quando tu chegava naquela apresentação que eu estava ensaiando há dias. lembro de você aturar o som do meu violino ruim, desculpa por isso mãe, mas olha só eu melhorei muito. lembro de quando você segurou minhas lágrimas, lembro de quando eu segurei as tuas. Lembro do apoio incondicional, lembro dos conselhos dados e que eu não queria escutá-los, lembro do dia em que coloquei a mochila nas costas e você disse: Vai com Deus, filha. Seja feliz. E lá fui eu atrás dos meus sonhos.   
Estou percorrendo meu caminho, as vezes um pouco sozinha na estrada como hoje. As vezes querendo muito teu colo e de repente o celular vibra e a tua voz do outro lado acalma o meu coração inquieto.Estou chegando, de longe eu já te vejo, as mãos ansiosas que não param de se apertar e o sorriso mais lindo que eu conheço desde sempre, você acena eu paro o carro e te abraço e me deixo ali, no lugar que eu chamo de casa. Amo-te mãe! Feliz seu dia!