1 de dezembro de 2017

Sobre amores proibidos


Um terça cinza de novembro. Uma mensagem. "Oiii, saudade!". O coração sorrir, os lábios e olhos também. "Oiii, nossa, também estou com muita saudades!". Os dedos digitam antes mesmo que eu consiga pensar racionalmente naquela questão. "Como você está? Tenho pensado tanto em você". Os lábios sorriem ainda mais. Não, não pode ser verdade. Vários anos se passaram, nós mudamos. Você mudou. Você tem filhos agora. Não, não pode. Não podemos fazer isso.
E você sorrir. Você simplesmente sorrir. Aquela gargalhada macia, que parece preencher todas os cantos da minha alma. Que me abraça, mesmo nossos corpos estando tão distantes. Não! Isso é errado. Não, você não pode fazer isso comigo! 
A música que você fez ainda está escrita na parede do meu quarto. E ela tem sido a minha leitura noturna obrigatória. E eu penso em você e acabo me apaixonando um pouco mais. Tudo que eu queria poder dizer: "Você é o único que eu quero", mas as palavras se perdem entre o cérebro e a boca e acabo apenas ouvindo a sua risada de novo. Ela já se tornou a minha música favorita. Os meus versos favoritos, mas quando olho para o lado são outros lábios que eu beijo.

___Ruana Lins