- Carregar! Hoje ao deitar, percebi que o meu coração chorava por não tê-la mais por perto. Perguntei para o meu pequeno órgão que me fazia ficar vivo nesse mundo, o que era preciso fazer para conseguir apagar de vez aquela dor, apagar aquela que um dia fez meu coração acelerar. Naquele exato momento, peguei o carro que estava na garagem e me coloquei a pensar em todas aquelas cartas enviadas com amor e esperança de um dia ficarmos juntos. - 1, 2, 3... Ei! Eu não sei o que fazer com todos esse sentimentos, eles transbordam meu pequeno coração que já não é mais o mesmo, me diz o que eu faço?! Volta, nem que seja para se despedir. Acho que não quero viver. Não por você não está aqui, mas por está cansado de amores que não duram mais que uma noite. Creio que esse é um daqueles momentos onde o amor não proporciona nada, além dessa dor insuportável. - Acho que o estamos perdendo. Nossa, devo estar sonhando, pois agora eu pensei, não, eu senti, eu não quero mais vi...
Acordo estranhamente agitada, olho o celular e ainda são 5 da manhã, mesmo assim me levanto e vou até a cozinha coloco o café pra fazer e lembro que você ainda não provou uma das poucas coisas que eu sei fazer na cozinha. Rapidamente lembro e me pergunto se você alguma vez já me viu do jeito que eu te vejo. Sinto seus olhos negros em mim o tempo todo durante aquela aula que adoramos e quando você me abraça é como se tudo pudesse ser melhor, bem melhor, é como se você me mostrasse como o mundo é perfeito. E nossos corpos se encaixam, foram feitos um para o outro e nossos olhos também. o relógio tiquetaqueava na sala ao lado e as horas pareciam semanas, já estava pronta, havia arrumado mais uma vez a bolsa, revisto os assuntos e ainda eram seis e meia da manhã. Escovei os dentes lentamente, parecia até que tinha consulta marcada com o dentista hoje. Peguei o casaco que estava jogado no sofá e lembrei do quanto você é organizado e que vamos ter alguns problemas com a ...
O céu está desabando em chuva lá fora. A minha cabeça dói. Muito. Tipo assim Muiito. Acho que bebi demais ontem a noite. As contas estão jogadas pelo quarto e cada vez chegam mais, estão agora se amontoando em baixo da porta. Contrario a vontade de ficar na cama e me levanto. O rádio relógio me diz que estou atrasada, de novo, para o trabalho. Corri para o ponto de ônibus. Quando faltavam menos de trinta metros o ônibus passou. Corri. Juro que eu corri. Mas o perdi. E eu pensei: O dia vai ser um inferno. Dito e feito. O chefe me chama. Já é a quarta vez que chego atrasada na redação esse mês. Ouço tudo o que ele tem a falar, mas não presto atenção em nada, balanço a cabeça afirmando que entendi tudo e digo que aquela situação não irá se repetir. Quando finalmente sento em frente ao computador e vou tomar meu café duplo percebo que ele esfriou. Olho para a janela, respirando e contando a dez. Me disseram que ajudava a diminuir a raiva. Só pra constar... Não estava ajudando muito...
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